
A cantora, que também é atriz, poetisa e autora do primeiro disco de rap gravado por uma mulher no estado do Mato Grosso, traz um ep inteiro com as tão amadas “love songs”.
O ep traz a visão da artista sobre a resistência negra: ela também está presente no afeto, nas formas de amar e em como falar sobre amor. Durante o trabalho existem reflexões sobre identidade, identificação, paranoias e neuroses sobre os processos que compõem um relacionamento e a construção de uma comunidade, ela diz que “não é só sobre se relacionar com pessoas pretas em questões amorosas, mas é sobre trabalhar com pessoas pretas, fortalecer o trabalho de pessoas pretas, ser amiga de pessoas pretas, estar com pessoas pretas, formar comunidade com essas pessoas”.
“É um disco bem diferente do trabalho que eu fazia, que era um trabalho muito de militância, de enfrentamento. Eu decidi falar sobre afeto porque acredito que o afeto seja uma forma de militância também“, comenta a artista.
Com lançamento previsto para o dia 12 de junho, a música, que é a primeira do disco, conta sobre um amor conturbado, com ligações na madrugada e uma saudade que não tem quem supri.
A canção expõe indagações e confusões que chegam com o fim de um relacionamento afetivo, falando sobre conflitos, dúvidas e reconciliações que foram geradas ao longo da relação.
O clipe foi produzido pela Firme Conteúdo, com styling e beleza pela fotógrafa Maria Reis, conta com a participação especial da atriz Lupita Amorim, mulher negra e trans, e do ator, também negro Guilherme Sampaio.
“Penso que para outras mulheres como eu, outras travestis e mulheres trans, se verem representadas assim num relacionamento, num videoclipe, seja muito bom“, observa Lupita.
A cineasta Isabela Ferreira, responsável pelo roteiro e direção, explica que o processo de criação do roteiro foi feito em cima dos versos da música, que conforme construía o texto, o apresentava para a artista aprovar.
Todas as músicas do ep foram produzidas pelo produtor Vibox, a masterização foi responsabilidade do produtor DJ Spider, do estúdio ProBeats. Pacha Ana gravou o ep “Suor e Melanina” em Belo Horizonte, no Studio Raro Digital, ao lado do produtor Eazy CDA (que ficou responsável pela gravação, direção de voz e mixagem), respeitando todas as normas de segurança contra o Covid-19.